Mensagens Antigas
 12/06/2005 a 18/06/2005
 05/06/2005 a 11/06/2005
 05/12/2004 a 11/12/2004
 28/11/2004 a 04/12/2004
 21/11/2004 a 27/11/2004
 14/11/2004 a 20/11/2004
 03/10/2004 a 09/10/2004
 19/09/2004 a 25/09/2004
 12/09/2004 a 18/09/2004
 22/08/2004 a 28/08/2004
 15/08/2004 a 21/08/2004
 08/08/2004 a 14/08/2004
 01/08/2004 a 07/08/2004
 25/07/2004 a 31/07/2004


Votação
 Nota para o Blog


Blogs que Visito
 RABISCANDO
 moacir caetano
 ácido,corrosivo,perturbador
 breves histórias
 asa de elefante
 m. brettas
 lado escuro da lua
 botequim poético
 escuchame porra!
 fora da ordem
 nadiejo
 O Templo
 Helenismos
 Vai achando que tá suave - FLOG
 Contos e desencontros







DESALINHADO
 

novas novidades.

                Alem das atividades musicais, estou desenvolvendo outras, também ligadas à manifestações de criatividade, intuição e gosto pela beleza enquanto mainifestação do divino.

Tarot p/ auto-conhecimento:  A utilização do Tarot como caminho para a exteriorização das informações inconscientes, auxiliando no processo de auto-descoberta. Indicado para aqueles que encontram-se  na encruzilhada da alma, buscando escolher o melhor caminho para a realização.

Paisagismo consciente: O paisagismo usado como fonte grandiosa de cura para as pessoas que se aproximam de sua casa, escritório, empresa. Utilizando conhecimento fitoterápico, florais, Feng Shui, alquimia, além das técnicas tradicionais de paisagismo.

Terapias naturais: Tratamentos terapeuticos (onde se aborda corpo, mente e alma do indivíduo) com Reiki, Massagem Relaxante, Drenagem Linfática, Reflexologia Podal, Calatonia, Terapia da Polaridade, Quiromassagem e outras técnicas.

 

                  Ligue 12 9117-8046 para maiores informações.

 

                 ou por e-mail: http://nadiejo@hotmail.com

 Abraços fraternais,

 

 Nadiejo Pedroso.

....

 Escrito por Nadiejo às 15h24 [] [envie este comentário]




já que a casa ainda existe, vamos ressucitá-la!

Tanto tempo desfrutamos desse amor... e de repente tudo foram trevas.

Há vários meses (leia-se muitos vários meses), de não postagem, eis que resta um Jedi que salvará esse Universo.

Retornamos dando enfase aos amigos do Orkut, que terão aqui mais um espaço pra dividir. Agenda de shows, notícias sobre cursos ligados à terapias naturais (pra quem não sabe ainda, essa é minha principal ocupação -e paixão- no momento), poesias, textos enfim de tudo um pouco dessas pequenas coisas que fazem abrir o sorriso do guerreiro pacífico.

AGENDA:

Só sábado agora, dia 11/06, no Barbaresco, 21hs. Nadiejo e músicos convidados.

agenda sujeita a novos eventos.

 

 

Deixe seu recado, mande material de vcs para serem publicados aqui.

 

Salve! Paz profunda.

....

 Escrito por Nadiejo às 17h57 [] [envie este comentário]




 

 

E eu fiquei ali, horas

Vendo a samambaia que em silêncio é.

E aquele galho enroladinho

Me parecia tão próximo de nós

Que finalmente pude me abandonar

 

Ser menos eu

Para ser mais ela

Exigiu menos esforço do que supunha

Como foi doce ser samambaia

Enroladinho de galho.

 

 

 

....

 Escrito por Nadiejo às 15h28 [] [envie este comentário]




O Eterno Agora.

 

Incrível como oscilamos entre duas polaridades básicas. Cada uma delas têm importância na criação do que somos. Porém, contraditoriamente, são exatamente coisas que não somos nós. A depressão e a ansiedade. Queridos leitores, todas as formas de infelicidades de nossa vida interna se devem à essas duas chatices. 

A depressão se liga ao passado. À fatos, situações que vivemos. Dores, saudades, pânicos, sentimentos ligados ao passado que nos impedem de prosseguir com a vida. O medo de reproduzir certas dores que nos paralisam. Vivendo mentalmente ligados ao passado, não conseguimos perceber o agora.

A ansiedade, projeção de expectativas à se perfazer, nos ocupa a vida interna com o medo de que não se realizem os sonhos, nos frustam quando não se realizam, causando dor e infelididade. Presos ao futuro, não alcançamos a bem-aventurança do agora.

Porque é só o agora que existe. Enquanto lê essas linhas, tente sair do agora. Feche os olhos e se desloque para qualquer situação que não seja o agora. Isso não existe. Somos agora o que somos. O eterno agora que se desloca para o agora do próximo instante. O passado já não passa de registros mentais. O futuro é apenas projeções. Só existe o eterno agora.

E o que fazer com esse excesso de pensamentos, sentimentos, impulsos, que nos acomete como cavalos em fúria, sob os quais não temos o menor controle? Abrindo mão do sofrimento. Deixando de se identificar com o passado, que já não é. Deixando de sofrer com um futuro que ainda não nos pertence. Vivendo o agora, que determina e transforma justamente o passado e o futuro. Pois vivemos sem ter consiência do agora. Lavamos um prato sem consciência do ato. Não olhamos para a água que sai da torneira, cristalina e fresca. Não percebemos deslumbrados as belas cores de arco-íris que se fazem nas bolhas de sabão do detergente. Não percebemos o simbolismo da limpeza que se faz no prato, nas mãos, na pia...Estamos geralmente pensando em infinidades de coisas que não estão ligadas àquele momento. Não estamos vivendo o agora. Vivemos apenas nosso desejos.

Eliminando os desejos, podemos viver a bem-aventurança de nos percebermos conectados à tudo. Vivendo o agora.

Esse é o princípio e o fim da meditação.

Paz profunda.

 

....

 Escrito por Nadiejo às 00h16 [] [envie este comentário]




agora à pouco...ela me procurou

incrível como quando se esquece e a coisa se mostra

e eu ouvia "Terra", de Caetano

e ele jamais saberia que a música inspirara tanto amor

é, porque o amor se revela no ato

sem saber que o ato é apenas

o fim de algo que já se fazia...

 

 

....

 Escrito por Nadiejo às 03h48 [] [envie este comentário]




Veja a flor.

Enquanto os homens exercem seus podres poderes..

Aqui, no centro de meu mundo, abundam amores pela flor, pelas flores que vejo. No peito de cada um existe uma flor. Real, sim, eu as vejo. São botões, são belas quando abertas, e elas estão ali. Exalam odores inebriantes, como nunca se sentiu antes. Essas flores são nossa herança. Nossa herança do Paraíso. Porque o Paraíso está em nós. O Paraíso somos nós.

....

 Escrito por Nadiejo às 17h36 [] [envie este comentário]




Hoje não quero ser lido. Não, não olhe para cá.

Não quero sofrer mais. Nem mentir.

Nem vestir um capacete para divertir

Não me leia a mim em mim. Não olhe para cá.

....

 Escrito por Nadiejo às 01h22 [] [envie este comentário]




falácias e retóricas   

                     

perduram sob a forma de ícones todos os movimentos contrários à superfaturação dos processos de intervalorização de supostos colonizadores de almas sobretudo no que se refere aos taxidermistas de plantão no jornal das oito depois de inúmeros contratempos que revalorizam a natureza semiótica dentro de caleidoscópios enlouquecidos com a barganha que se pratica entre anões e libélulas verdes azuis. comprimentos de ondas de moda encarquilham os membros do governo chinês que nadam na represa de sentimentos que sobem os degraus da pirâmide do meio-dia-à-dia D. a história de milhões de seres foi escondida de vocês durante muito tempo. no início eramos constantemente visitados, aliás somos todos visitantes. olhem para o céu. olhem para o céu e lembrem. lembrem que falta algo no céu. somos todos iguais essa noite.

....

 Escrito por Nadiejo às 17h44 [] [envie este comentário]




“Todos os poemas são para você”

 

 

Das minhas mãos, das minhas coisas, das minhas costas, de minhas reminiscências, de meus rins, da minha fotografia, de cada passo em falso, das flores que cheirei, dos cuspes, dos chutes, dos sonhos, das moléstias, dos calçados, dos cigarros, dos sexos após os cigarros, dos sexos sem cigarros, dos passeios, de toda a esculhambação, das pensões, das pretensões,

....

 Escrito por Nadiejo às 14h32 [] [envie este comentário]




poetandumpouco

“Impressão”

 

 

 

 

 

Qual é a cor do dinheiro?

 

Qual é a flor do tempero?

 

Qual é a dor do salgueiro?

 

Qual é a música?

 

 

Qual é a cor do pecado?

 

Qual é a flor do pecado?

 

Qual é a dor do pecado?

 

Qual é a música do pecado?

 

....

 Escrito por Nadiejo às 17h26 [] [envie este comentário]




“Soneto da bifurcação.”

 

 

 

 

 

Sou intruso de mim mesmo

Quando devasso minhas contas

E com elas faço um colar

De sentimentos

 

 

Madrugada, pensamentos

Embaçados pelo entorpecente

Toda sorte de azares à minha frente

Navio à deriva

 

 

Não querer já é querer algo

Não querer já é querer álcool

Não querer já é meia corrupção

 

 

Eram muitas as crianças

Tão perigosas as crianças

Em mim.

 

....

 Escrito por Nadiejo às 19h01 [] [envie este comentário]




     Era uma rodoviária, como tantas outras. Um ponto de intersecção, onde tantos destinos se encontravam/encontram. Incrível espaço onde histórias sempre tomam novos rumos. Quem chega, quem vai, todos inevitavelmente têm suas vidas mudadas. A moça que vai passear, a família que acabou de emigrar, mata saudades, deixa saudades, sorrisos, lágrimas. Vai trabalhar, vai comprar, foi estudar, foi para nunca mais voltar. Crianças com seus salgadinhos, corre que é hora de partir. Bagagens úteis ou nem tanto. Beija, beija, hora de subir. Chegamos, não esquece nada na poltrona. Não esquece nada. Daquele que ficou, daquele que vai. Mesmo que queira. Mesmo que seja preciso.

 

 

       Eram corpos e mais corpos, sonolentos ou ansiosos, esperando, procurando. E seus olhares eram fantásticos. Sempre procurando algo, ou alguém, um guichê, um amado, um sentido, um rumo. Nunca vi olhos tão desprendidos de consciência de si mesmos, libertos de qualquer intenção. Eram olhares primitivos e naturalmente belos. Olhares que não acompanhavam os movimentos desengonçados de seus donos carregando suas cargas. Apenas refletiam o vazio que se faz na alma que aguarda preencher-se da viagem.

....

 Escrito por Nadiejo às 18h42 [] [envie este comentário]




Divã

Existem situações que provocam resultados que duram por muito, muito tempo. Dores que ecoam dentro do peito. Os anos trazem colorações opacas às fotos, diminuem seu brilho, seu papel fica deteriorado, mas cada vez que as revisitamos, trazem as mesmas memórias do momento vivido, como se o tempo realmente não existisse no mundo das emoções.

Ironicamente o rapaz se tornou aquilo que mais odiara na insinuação que percebera naquela que amava.  Calma, tudo será explanado no seu devido tempo.

Quando o rapaz absorveu aquela que seria a dor que carregaria por toda a vida, qualquer emoção simplesmente deixou de existir. Tornando-se frio como o vento que anuncia o rigoroso inverno, passara a tratar a moça com normalidade. Não se alterara quando ela anunciou que queria terminar a relação. Não se alterara quando, após dizer que estava tudo bem, que ele compreendia seus motivos, ela disse que ainda o amava e que agora mais ainda. Mas resolvera acompanhá-la até sua casa. Muitos carinhos durante o percurso, honestamente recíprocos. Entraram em casa dela, e ele chamara pelos pais da moça. Comunicando que à partir daquele momento não mais estaria ao lado de sua filha, que não mais era responsável por qualquer coisa que ela resolvesse viver, recebera dos pais os mais sinceros agradecimentos pela responsabilidade e maturidade demostrados. Ela, a moça, estava visivelmente emocionada. Foi quando iniciou um minucioso detalhamento sobre as idéias da filha querer ir experimentar novas situações, com quem queria fazer isso, enfim, do repúdio pessoal com relação às intenções daqueles atores de teatro amador. E fez isso sem sentir qualquer emoção, nem de satisfação pela vingança, nem de arrependimento por jogar as chances da moça viver sua vida como quisesse pela janela. Ao mesmo tempo, possuía uma estranha consciência de que enquanto deixava claro que ainda a amava e que não era insensível ao ciúme e a dor, com sua atitude acabava de sepultar qualquer chance de conciliação. Resolvera implodir friamente a relação, ao invés de lutar por ela. Não acreditava, na verdade, que as relações humanas estivessem ligadas à coisas como disputas, lutas, vencer ou perder. Até porque foi ela quem decidira que caminhos iria percorrer doravante. Tudo isso foi vivido com um distanciamento crítico tal como hoje ainda é revivido. Por fim, foram ao ponto de ônibus, onde após ouvir juras de amor e ódio eterno, deixara-se levar pelo coletivo.

 

 

 

 

 

 

Talvez haja continuação.  

....

 Escrito por Nadiejo às 00h01 [] [envie este comentário]




"Divã"

               O rapaz percebera o movimento/grito de liberdade que a moça ensaiava. Ela precisava desesperadamente abarcar um mundo novo de possibilidades, de sensações. Era o apelo da própria vida exigindo experiências. Mas via também o rapaz a manipulação que sofria a moça. E via muito mais. Via a moça gostando de ser assim enlevada. E nisso ele viu a traição estampada. E um sabor amargo subiu-lhe à boca, um gosto que jamais sentira. E sentiu aquele soco na boca do estômago que dá náuseas, os olhos embaçaram, não por lágrimas, e sim por vertigem. Dava-lhe vertigem saber-se perdedor. Não, ele não era daqueles que se consideravam donos de outras pessoas. Mal se achava dono das poucas coisas que possuía para seu uso pessoal. Até então. Mas sabia que não podia lutar contra algo que ela, por inteira vontade, queria fazer. Perdera sua inocência, e isso era tudo. Então, um novo sentimento, ainda não vivenciado, surgia vindo de regiões sombrias. Esse sentimento furtivo fez-se dominador, e o rapaz, que recentemente aprendera essa coisa de fazer de  conta que não sabe que está sendo enganado, deixou que se instalasse.   

 

Continua.

....

 Escrito por Nadiejo às 15h04 [] [envie este comentário]




 

                          “Pronto, falei.”

 

 

Fazemos amor quando num pôr-do-sol ouvimos Beto Guedes e da janela do apartamento vimos a janela do mundo se abrindo em êxtase de cores, violáceas, azuis, douradas...

Amamos o vôo do pássaro e quando amamos muito o vôo do pássaro podemos ouvir o vôo do pássaro: “olha, meu vôo é o teu. Vai sem medo”. Voar é o amor do pássaro em prática. Amor é natural. Amor é gratuito. É livre. É bom. Fragmentá-lo em direção à determinadas pessoas e coisas, em detrimento de todo o resto de pessoas e coisas que são muitos(as), é distorcer o amor. É matar um pouco o amor ainda dentro do peito. É intelectualizar algo que não se faz no reino da razão.

Chega de amar aos pedaços. Quero inteiro! Quero amar todos vocês, abraçá-los com as pernas, braços, cabelos...com o coração. Com a alma. E amar as coisas também. A água, a águia. Agora. Pronto, falei.

....

 Escrito por Nadiejo às 15h27 [] [envie este comentário]


 
>